O Desfralde.

A tão temida operação desfralde teve início logo após Mateus completar dois anos. E mais uma vez preciso dizer que foi muito mais simples e tranquilo do que imaginava. O ideal, dizem, é desfraldar no verão, para que a criança possa ficar de cuequeinha o dia todo, evitando muitas roupas molhadas. Mas no próximo verão ele já estaria com quase três anos e não achei que seria adequado esperar tanto. Era melhor começar logo, antes que esfriasse mais.

De primeira, cometi um grande erro. Deixava ele sem fralda em casa, mas colocava fralda para sair. Levei um “puxão de orelha” da creche. Não se deve fazer isso, porque confunde a criança. Ela nunca sabe quando pode ou não fazer xixi.

Outra dica importante que também veio da creche: incentivar a ida ao banheiro de 15 em 15 minutos. Se mesmo assim a criança continuar fazendo “pipi fujão”, diminuir o tempo. Afinal, nós não temos noção do quanto a pequena bexiga deles pode suportar.

E, isso eu já sabia, nunca brigar quando tiver um “pipi fujão”. Eles estão aprendendo e não fazem de propósito. Uma briga fora de hora pode assustar a criança e atrasar o processo.

Mateus aprendeu a pedir para fazer xixi no vaso em dois ou três dias. E raramente hoje ele tem um “xixi fujão”.

Em relação ao cocô foi ainda mais simples. Como ele sempre foi muito regradinho para evacuar (de manhã e depois do almoço, em geral), há algum tempo já o colocávamos no vaso nestes horários.  Co isso, antes de desfraldar já pedia para fazer cocô no banheiro.

Mesmo numa semana complicada – babá internada, trabalho intenso e curso à noite duas vezes por semana – o desfralde foi mais próximo de um sonho do que um pesadelo. Então fica a dica: relaxem, porque pode ser mais simples do que a gente imagina.

Ah, vale lembrar que além de tudo Mateus não dispensa um livrinho enquanto está no vaso. Fazendo jus ao sexo masculino, ele logo grita: “Mamãe, traz o livro!”. E não pode ser qualquer um. Ele escolhe o título do dia.

Agora é aguardar a hora e a coragem para tirar a fralda da noite… Se bem que el já nem gosta muito de colocá-la…

 

 

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Arraiá da Favinho.

É mês de festa junina e semana passada foi o Arraiá da Favinho. Teve brincadeira de montão, pipoca, canjica, milho, bolo de aipim e muitas outras comidas gostosas. Teve até passeio de charrete e, é claro, uma dança especial da minha turminha preparada pela Cris e sua equipe. O tema foi Luiz Gonzaga, que, como aprendi na escola, “usa chapéu de couro”. Papai foi às lágrimas mais uma vez.

Sobre Luiz Gonzaga:

 

Luiz Gonzaga

Foto: Mário Luiz Thompson

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste. Pensando nisso compôs dois chamegos: “Pés de Serra” e “Vira e Mexe”. Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “ Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.

No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.

Nos seus vários anos de carreira nunca perdeu o prestígio, apesar de ter se distanciado do palco várias vezes. Os modismos e os novos ritmos desviaram a atenção do público, mas o velho Lua nunca teve seu brilho diminuído. Quando morreu em 1989 tinha uma carreira consolidada e reconhecida. Ganhou o prêmio Shell de Música Popular em 87 e tocou em Paris em 85. Seu som agreste atravessou barreiras e foi reconhecido e apreciado pelo povo e pela mídia. Mesmo tocando sanfona, instrumento tão pouco ilustre. Mesmo se vestindo como nordestino típico (como alguns o descreviam: roupas de bandido de Lampião). Talvez por isso tudo tenha chegado onde chegou. Era a representação da alma de um povo…era a alma do nordeste cantando sua história…E ele fez isso com simplicidade e dignidade. A música brasileira só tem que agradecer…

Fonte: http://www.mpbnet.com.br/musicos/luiz.gonzaga/index.html – texto de Tatiana Rocha

 

Olha pro céu

(Luiz Gonzaga e José Fernandes)

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava assim em festa
Porque era noite de São João

Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro, o teu olhar
Que incendiou
Meu coração

 

Mateus Story 2.

Bem, parece que mamãe está de volta. Foram meses sem atualizar meu blog, por pura falta de tempo. Para recomeçar, nada melhor que minha festa de 2 anos. Papai não podia ter me dado presente melhor. Afinal, filho de peixe, peixinho é, e, assim como meus pais,  eu não dispenso uma festinha.

Eu e meus amigos Woody e Buzzlightyear fizemos uma festa de arromba, com muitos brinquedos e brincadeiras, para receber meus amigos e familiares. A festa foi surpresa pra mim também, pois papai só me deixou descer depois que já estava tudo pronto.

O salão de festas do meu prédio foi transformado no quarto do Andy, do Toy Story, meu filme favorito no momento. Eu estava perfeito, lindo com minha fantasia de Woody que papai trouxe de viagem especialmente para a festa.

Na hora do parabéns a emoção foi tanta que papai não segurou as lágrimas.

Obrigada, amigos, pela presença e presentes. Até ano que vem, se Deus quiser.