Vá ao Teatro.

Ir ao Teatro é um dos programas preferidos meu e da mamãe. Para o cinema ainda não tenho muita paciência. Logo quero levantar e passear pela sala. Mas no teatro, com os personagens bem ali na minha frente (ou ao meu lado) e a música, eu fico totalmente fascinado. Nem pisco. Entro de cabeça, corpo e alma na história e fico triste quando acaba. É como um sonho, mas é real. Vejo os personagens de livros e DVDs materializados, bem pertinho. Ouço histórias que já “li” e conheço outras novas. Saio querendo sempre mais. Tanto que sábado passado eu e mamãe fizemos uma maratona cultural: assitimos no mesmo dia Branca de Neve e Pinochio. Só fiocu faltando Peter Pan, mas esta fica para um próximo fim de semana.

Minhas últimas peças favoritas:

A Galinha Pintadinha

A Princesa e o Sapo

Arca dos Bichos (esta foi a melhor!)

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O Mundo do Futuro.

Desde que o Mateus nasceu me deparo muitas vezes imaginando como será o mundo quando ele estiver ingressando no mercado de trabalho.

Bem, o trabalho sempre teve presença marcante na minha vida. Minha mãe trabalhava fora numa época que isso não era tão comum assim. Mais que isso, trabalhou a vida toda, por 40 anos, numa única empresa. Naquela época isso era legal. Ou pelo menos era o “ideal”. Na minha época isso já não era tão importante (e nem tão positivo) assim.

Nunca dei trabalho para estudar. Sempre passei de ano e ninguém nunca precisou me cobrar nada. A minha própria cobrança já era muito mais do que suficiente. Ficar de recuperação? Nem pensar. Prova final? Só em matemática. E eu sofria com isso. Passei no primeiro vestibular (ok, não foi para universidade pública, mas para uma boa universidade), me formei em quatro anos e no último período já trabalhava período integral e tinha salário de gente grande. Desde então, nunca fiquei sem trabalhar. E já se vão quase 22 anos…

Muitos amigos da faculdade entravam e crise no meio do curso sem saber se era aquilo que queriam. Eu não me permitia esta dúvida. Aos 19, 20 anos, achava que não podia perder tempo com dilemas. Só hoje sei como tinha tempo a perder naquela época. Pelo menos não acho que errei: gosto do que faço. Mas poderia ter me permitido um pouco mais. Ter relaxado mais.

Já no mercado de trabalho, bateu uma baita vontade de estudar Direito. Mas ganhava bem e não tinha tempo. Nem coragem para recomeçar. Ainda hoje acho que seria uma boa advogada. Porém, também sou uma boa profissional de comunicação. Melhor assim…

Nem todo mundo era tão  “decididos” como eu.  Mas hoje todos que estudaram comigo, de uma forma ou outra, trabalham com comunicação (não conheço nenhum que tanha mudado de carreira) e a maioria trabalha em agências, assessorias de imprensa ou em departamentos de marketing e comunicação de empresas. Outros, mais arrojados e empreendedores, abriram seus próprios negócios. Alguns estão bem, outros nem tanto assim.

Cresci achando que vínculo empregatício era importante: salário certo no fim do mês, fundo de garantia, carteira assinada etc, etc, etc. Pelo menos a tal estabilidade, mesmo hoje, não é algo que me aprisione. Até porque isso quem tem que garantir é a pessoa, sendo eficiente e competente, e não a empresa.

Mas neste mundo do futuro pelo qual viajo de vez em quando é tudo muito diferente. Será que o diploma de curso superior que sempre foi o meu maior objetivo ( e o a da minha mãe já que ela não teve) será assim tão fundamental? Como serão as universidades daqui a 15 anos? Vão se formar e depois trabalhar ou, enquanto estudam vão transformar brincadeira em negócio e começar a ganhar dinheiro muito antes de ter um diploma? Vão ter um objetivo ou tudo será uma consequência pra lá de natural? Como serão estes jovens que aos 3 anos já usam I phone, I paid, computador sem ninguém ter que ensinar? Vão estudar e trabalhar no Brasil ou no exterior? Ou vão estar cada dia num lugar, trabalhar no mundo inteiro e para o mundo inteiro, sem uma mesa sua com o porta retrato da família? Vão trabalhar 5 dias por semana, 8 horas por dia e descansar 2 dias (acho que nem hoje isso é mais uma realidade) ou vão trabalhar e se divertir ao mesmo tempo? Vão trabalhar para uma única empresa, se especializar numa única atividade ou serão donos de seu tempo e estarão em vários projetos ao mesmo tempo, desempenhando múltiplas funções? Ou será algo que nem consigo imaginar?

Só tenho uma única certeza. Com tantas possibilidades, o melhor que posso deixar de herança para o Mateus é o interesse por cultura. Com isso, o futuro, seja ele qual for, será mais fácil e gostoso. Na minha opinião é isso que continuará cada vez mais a fazer a diferença.

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Três anos depois.

E já se vão três anos que eu sai da barriga da mamãe. Eu gostava de lá, quentinho, gostoso, mas também adoro minha vida aqui fora, cheio de amigos e brincadeiras.

Para comemorar, papai e mamãe prepararam mais uma festa daquelas. Desta vez com direito a presença do Mickey e da Minnie, que vieram lá da Disney só para o meu aniversário. A festa estava cheia, com familiares, amigos da creche e da escola. Eu me diverti muito com a Meleka de Jacaré, o pula pula e meus personagens favoritos.

A festa este ano foi dois dias antes, já que papai ia viajar logo depois. Então no dia mesmo do meu aniversário ainda teve bolo sem ovo aqui em casa. Aproveitamos para acabar com os docinhos que sobraram da festa.